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RACHEL DE QUEIROZ (1910)

Em 1917, em companhia dos pais, vai de Fortaleza para o Rio de Janeiro, procurando esquecer os sofrimentos da terrível seca de 1915. Mais tarde a romancista aproveita esse fato como tema de seu livro de estréia "O Quinze"

No Rio de Janeiro, a família de Rachel de Queiroz ficou apenas um ano, rumando, então, para Belém do Pará. Em Fortaleza ela termina o curso normal em 1925. Com apenas 20 anos de idade projetou-se na vida literária do País, defendendo o romance de cunho social. Nele expõe dramaticamente a luta de um povo contra a miséria e a seca.

A estréia de Rachel de Queiroz foi recebida com entusiasmo por vários críticos, como Otto Maria Carpeaux e Agrippino Grieco. Augusto Frederico Schmidt assim se expressa a respeito de "O Quinze" :

"Livro verdadeiramente Brasileiro, livro corrente e claro, livro que consegue manter a forma no mesmo diapasão com o assunto, na mesma simplicidade que os liga admiravelmente. Não há nenhum sentimentalismo na escritora de"O Quinze". Constata ela a realidade, sem procurar concluir coisa alguma"

As opiniões desses críticos foram ratificadas com a outorga do prêmio da Fundação Graça Aranha (1931) à autora.

Publicou ainda Rachel de Queiroz os romances: João Miguel (1932) Caminho de Pedras(1937) As Três Marias(1939) O Galo de Ouro(1950)

Dedicou-se ao jornalismo, colaborando durante muito tempo no Diário de Notícias e na revista O Cruzeiro . De sua colaboração jornalística nasceu o primeiro livro de crônicas, "A Donzela e a Moura Torta" (1948).

A partir de 1953, abordou um novo gênero - O Teatro - . Escreveu então, "Lampião", drama baseado na vida do lendário cangaceiro nordestino, e a peça A Beata Maria do Egito (1958) . Mulher sertaneja integra-se nos dramas regionais: A seca, o cangaço e o fanatismo. É Conceição em "O Quinze", é Maria Bonita em "Lampião", é a beata em "A Maria do Egito".

Em 1958, lançou "100 crônicas escolhidas", e quase simultaneamente com a oitava edição de "O Quinze", a escritora publicou "O caçador de Tatu" - livro que contém mais de 50 crônicas selecionadas. Praticou o romance, a crônica e o teatro e fez diversas traduções. Participou, em 1966 da 21ª sessão da assembléia geral da ONU, como delegada do Brasil, na comissão dos direitos do homem.

Para festejar o cinqüentenário de Rachel de Queiroz (1960) publicou-se a sua obra de ficção:"Quatro Romances" (O Quinze, João Miguel, Caminho de Pedras, As Três Marias). Na ocasião, Manuel Bandeira associou-se à homenagem e compôs "Louvado Para Rachel de Queiroz".

Em 1992, Rachel de Queiroz publicou sua obra mais recente "Memorial de Maria Moura".

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